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terça-feira, 13 de setembro de 2011
Mulheres - Bukowski
Eis um livro com um título especial: Mulheres. Feito por um sacana! No sentido literal da palavra.
Livro lido em pouco tempo devido a escrita facilitadora e sem metáforas de Bukowski, algo que passa longe em seus atos tão físiológicos/humanos.
A historia, que é a sua própria, retrata a vida de um escritor, Hank Chinaski, por volta de seus 50 anos, viúvo de uma alcoolatra, ex-funcionario dos correios, amante nato das mulheres, mas não antes do que das bebidas.
Hank acorda por volta das 11, bebe, escreve, bebe, fuma e, se tiver uma mulher, ele a tem. Se não tiver, ele arruma. Uma mais louca que a outra. Mas não fica só.
Gosto da sinceridade dele. Odeio sua passividade. E assim fui oscilando.
Acredito que comecei bem com este romance.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Mulheres - Charles Bukowski
"Aposto que você conhece um monte de mulher – disse Hilda – A gente leu seus livros.
– Eu escrevo ficção.
– Que ficção?
– Ficção é a vida melhorada.
– Quer dizer que você mente? – perguntou Gertrude.
– Um pouco. Não muito.
– Você tem namorada? – perguntou Hilda.
– Não. Agora não.
– A gente vai ficar – disse Gertrude.
– Só tem uma cama.
– Tudo bem.
– Só mais uma coisa…
– Eu é que vou dormir no meio…"
– Eu escrevo ficção.
– Que ficção?
– Ficção é a vida melhorada.
– Quer dizer que você mente? – perguntou Gertrude.
– Um pouco. Não muito.
– Você tem namorada? – perguntou Hilda.
– Não. Agora não.
– A gente vai ficar – disse Gertrude.
– Só tem uma cama.
– Tudo bem.
– Só mais uma coisa…
– Eu é que vou dormir no meio…"
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra
terça-feira, 24 de maio de 2011
Pascal - Diversão e tédio

"Nunca ficamos no tempo presente. Lembramos o passado; antecipamos o futuro como lento demais para chegar, como para apressar o seu curso, ou nos lembramos do passado para fazê-lo parar como demasiado rápido, tão imprudentes que erramos por tempos que não são nossos e não pensamos no único que nos pertence, e tão levianos que pensamos naqueles que nada são e escapamos, sem refletir, do único que subsiste. É que, em geral, o presente nos fere. Escondemo-lo de nossas vistas porque nos aflige e, se ele nos é agradável, lamentamos que nos escape. Buscamos mantê-lo mediante o futuro e pensamos em dispor as coisas que não estão em nosso poder por um tempo ao qual não temos a menor certeza de chegarmos.Examine cada um os seus pensamentos. Vai encontrá-los a todos ocupados com o passado ou com o futuro. Quase não pensamos no presente, e se nele pensamos é somente para nele buscar a luz para dispormos do futuro. O presente nunca é o nosso fim.O passado e o presente são os nossos meios, só o futuro é o nosso fim. Assim não vivemos nunca, mas esperamos viver e, sempre nos dispondo a ser felizes, é inevitável que nunca o sejamos."
quarta-feira, 27 de abril de 2011

"Tomas pensava: deitar com uma mulher e dormir com ela, eis duas paixões não somente diferentes mas quase contraditórias. O amor não se manifesta pelo desejo de fazer amor (esse desejo se aplica a uma série inumerável de mulheres), mas pelo desejo do sono compartilhado (esse desejo diz respeito a uma só mulher)."
A insustentável leveza do ser, Milan Kundera.
terça-feira, 26 de abril de 2011

"Os homens que perseguem uma multidão de mulheres podem facilmente ser divididos em duas categorias. Uns procuram em todas as mulheres seu próprio sonho, sua ideia subjetiva da mulher. Outros são movidos pelo desejo de se apoderar da infinita diversidade do mundo feminino objetivo.
A obsessão dos primeiros é uma obsessão romântica: o que procuram nas mulheres é a si próprios, é ao ideal deles, e ficam sempre e continuamente decepcionados, porque, como sabemos, o ideal é o que é impossível encontrar. Como a decepção que os leva de mulher em mulher dá às sua inconstancia uma espécie de desculpa melodramática, muitas mulheres sentimentais acham comovente essa poligamia obstinada.
A outra obsessão é uma obsessão libertina, e as mulheres não vêem nisso nada de comovente: como o homem não projeta nas mulheres um ideal subjetivo, tudo lhe interessa e nada pode decepcioná-lo. E precisamente essa inaptidão para a adecepção tem algo de escandaloso. Aos olhos do mundo, a obsessão do fornicador libertino não pode ser perdoada (porque não é resgatada pela decepção)."
Milan Kundera - A insustentável leveza do ser
Imagem: Tristan Greer
sexta-feira, 22 de abril de 2011
O Estrangeiro
Albert Camus gerou em mim uma certa repulsa ao personagem. Covardia e passividade em demasia. E o que fazemos com nossas vidas mesmo?"Compreendi, então, que um homem que houvesse vivido um único dia, poderia sem dificuldades passar 100 anos numa prisão. Teria recordações suficientes para não se entediar."
A queda
Certamente um dos livros mais brilhantes que li na minha vida e pretendo ler mais e mais vezes.
Eu diria que é uma leitura obrigatoria e prazerosa para quem gosta de buscar o sentido de viver. Verdade e vida num monólogo que Camus escreveu para gerações.

“Não espere pelo Juízo Final. Realiza-se todos os dias.”
Eu diria que é uma leitura obrigatoria e prazerosa para quem gosta de buscar o sentido de viver. Verdade e vida num monólogo que Camus escreveu para gerações.

“Não espere pelo Juízo Final. Realiza-se todos os dias.”
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
A menina que não sabia ler - John Harding
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Presente do dia,

Você acorda, levanta, reclama e faz tudo igual
Luta para ser aceito, notado e sair no jornal
Corre atrás do vento como uma máquina imortal
Morre sem curtir a vida e jura ser uma pessoa normal
Olha pra mim e me diz com ironia social
Eis aí um maluco, um sujeito anormal
Sim, mas não vivo como você em liberdade condicional
Sou o que sou, uma mente livre, um louco genial
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Comer, Rezar, Amar - Elizabeth Gilbert

Uma leitura incrível pela riqueza de detalhes, pela colocação de sentimentos, pela maneira cômica e a paixão pela própria vida a ponto de resgatá-la e torná-la melhor.
Assim, Elizabeth Gilbert conseguiu escrever sobre sua experiência pós divórcio.
Mais do que escrever ela vivenciou cada descoberta. Pôde largar toda a vida que levava e foi em busca de seu eu interior na Itália (Comer), na Índia (Rezar) e na Indonésia (Amar).
Elizabeth é uma mulher que sente, como diz o Richard "é capaz de amar o mundo todo". Ela sente por não querer mais está casada, sente por terminar e sente por ele ainda amá-la. Mas a força de querer descobrir quem é a verdadeira Elizabeth Gilbert é maior do que viver como um modelo da sociedade.
Ela sofre, come, ri e sofre de novo. Ela reza, sofre, reza e sofre de novo. Ela ama e por isso, sofre. Mas com a mente equilibrada, corpo são e coração aberto a uma nova possibilidade de amor, ela mostrou ao mundo como conseguiu atingir seu contentamento.
O livro supera o filme em todos os aspectos. As colocações postas por Liz são muito mais intensas do que tentaram passar no filme. No livro há citações de outros autores, ensinamentos, descrições de lugares lindos, as sensações transmitidas parecem mais reais. O filme é apenas um complemento. E pra quem leu o livro primeiro pode observar que o filme não segue a risca. Pra ser sincera, até agora só Orgulho e Preconceito conseguiu ser palavras postas na telona.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
"As pessoas acham que alma gêmea é o encaixe perfeito, mas a verdadeira alma gêmea é um espelho, a pessoa que mostra tudo que está prendendo você, a pessoa que chama atenção para você mesmo para que você possa mudar sua vida. Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque elas derrubam suas paredes e te acordam com um tapa. Mas viver com uma alma gêmea para sempre? Não. Dói demais. As almas gêmeas só entram na sua vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora".
Elizabeth Gilbert (Comer,Rezar,Amar)
Elizabeth Gilbert (Comer,Rezar,Amar)
domingo, 5 de setembro de 2010
OSHO -Aprendendo a Silenciar a Mente

Somos seres feitos de palavras. E sempre negamos o silêncio.
Isto ocorre porque quando entramos em contato real com o silêncio e deixamos a mente de lado, nos deparamos com o nosso SER. Nos recusamos a SER, porque somos sempre FAZER.
Procuramos não ter consciência de nós mesmos, de nos vermos.
A mente cria um mundo, o nosso fazer nada mais é que a mente operando o tempo todo e o corpo executando coisas diferentes. Não existe sintonia. Não existe paz. Não existe contentamento. Não existe fé. Não existe silêncio. Não existe SER. Não há meditação.
Aprendendo a Silenciar a Mente é o início de uma experiência fantástica, no qual Osho fala sobre riqueza espiritual e material - "A humanidade tem direito às duas riquezas: espiritual e material. A ciência desenvolveu a tecnologia para criar a riqueza material. E a religião desenvolveu a tecnologia para criar a riqueza espiritual. É preciso encontrar um equilíbrio.", o controle da mente sobre nós - "Você pode deixar o mundo, mas não pode deixar sua mente aqui. A mente irá com você, ela está dentro de você. E onde quer que você esteja, essa mesma mente irá criar o memo tipo de mundo ao redor de você." , inteligência - "Na verdade, esperteza não é a verdadeira inteligência. A esperteza é um substituto pobre para a inteligência. As pessoas que não são inteligentes aprendem a ser espertas. Pessoas inteligentes de fato não precisam ser espertas: são inocentes, não precisam ser astuciosas. Funcionam a partir de um estado de não saber.", caridade "Não seja tolo! O paraíso não sai assim tão barato. Aliás, não há paraíso em lugar algum, é algo que está dentro de você mesmo. E nenhuma caridade poderá levar você até lá. Mas é possível atingir esse lugar se toda sua vida se tornar caridosa, o que é algo totalmente diferente. Se você chegar lá, toda sua vida se tornará compaixão.", doutrinas - "...As pessoas começam a perder sua graciosidade no dia em que começam a perder sua inteligência. Começam a perder seu ritmo natural, sua elegância natural, e começam a aprender comportamentos plastificados. Não podem mais rir, chorar ou dançar espontaneamente. São forçadas para dentro de uma gaiola, uma camisa-de-força. São aprisionadas.", silêncio - "Dê um descanso à sua mente - ela precisa disso! E é tão simples: basta colocar-se de fora, tornar-se uma testemunha. Lentamente, aos poucos, a mente aprenderá a ficar em silêncio. Uma vez que a mente tenha aprendido que o silêncio a torna mais forte, suas palavras não mais serão meras palavras. Terão um valor, uma riqueza e uma qualidade que nunca antes tiveram. Serão diretas como uma flecha. Ultrapassarão as barreiras da lógica e irão direto ao coração", presente "Há um mantra budista que diz 'gate,gate,paragate - swaha', o que quer dizer 'passado,passado,totalmente passado - deixe-o queimar'. O passado é passado, e o futuro ainda não chegou. Só o momento atual importa, puro, intenso, cheio de energia. Viva este momento!" . Ele fala também sobre paciência, psicologia, tempo linear e circular, misticismo, política, ego - "...o ego é a pior doença que existe.", música,poesia, pintura, dança (no qual ele concorda com Lenin, que tais meios propiciam o contentamento muito profundo, pacificando assim as pessoas) e acredita que a meditação é vida e não meio de vida, que é maneira de se obter êxtase.
"Siga devagar, com paciência. Não tenha pressa, pois o objetivo não está em algum outro lugar, mas sim dentro de você. Quando você não estiver com pressa, quando não estiver indo para lugar algum, irá sentí-lo. No entanto, se estiver correndo, não poderá sentir nada, pois estará preocupado e tenso." OSHO.
Esta lição me lembrou o livro de Clarice (Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres), na verdade, estes livros se complementaram. O esperar dela é o meditar dele. E ambos nos mostram que SER é vida e não meio.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Água Viva
"Estou dentro dos grandes sonhos da noite: pois o agora-já é de noite. E canto a passagem do tempo: sou ainda a rainha dos medas e dos persas e sou também a minha lenta evolução que se lança como uma ponte levadiça num futuro cujas névoas leitosas já respiro hoje. Minha aura é mistério de vida. Eu me ultrapasso abdicando de mim e então sou o mundo: sigo a voz do mundo, eu mesma de súbito com voz única."
Clarice Lispector. Água Viva. Rio de Janeiro. Rocco. 1998. p.24
Um dos melhores presentes que ganhei.
Foi me dado com grande sentido e lido com muito apreço.
25/03/2010
domingo, 29 de agosto de 2010
Uma aprendizagem ou o Livro dos prazeres
"Lembrou-se de como era antes destes momentos de agora. Ela era antes uma mulher que procurava um modo, uma forma. E agora tinha o que na verdade era tão mais perfeito: era a grande liberdade de não ter modos nem formas(...) Mesmo que nunca mais fosse sentir a grave e suave força de existir e amar, daí em diante, ela já sabia pelo que esperar, esperar a vida inteira se necessário, e se necessário jamais ter de novo o que esperava.(...) Era uma beleza que nada e ninguém poderia alcançar para tomar, de tão alta, grande, funda e escura que era."
Clarice Lispector. Uma aprendizagem ou o Livro dos prazeres. ed. Rocco, 1998. p.149
Clarice Lispector. Uma aprendizagem ou o Livro dos prazeres. ed. Rocco, 1998. p.149
Costumava ter Clarice como minha escritora de cabeceira, até ler este livro e perceber o quão magnifico é o que nele ela colocou. A cada palavra o fascínio aumentava, e , por mais que quisesse saber o final, lia bem devagar para ir além do que a mente conseguia traduzir. Ela entende a alma como poucos. Ela escreve nossa alma em diversos momentos. E nos faz perceber que nada é melhor que ser. SER. Infinitamente. Certamente, a partir de hoje, tenho um livro de cabeceira da minha escritora de cabeceira!
sábado, 31 de julho de 2010
Orgulho e Preconceito - Jane Austen
Finalmente lido!Dias de cama podem ser bem aproveitados e, de preferencia, com uma boa leitura. E esta com certeza é. A cada página queria saber do desfecho.
Um livro que deu início a modernidade na literatura e é considerado pelos ingleses como um dos seus melhores livros. Recomendo para quem gosta de histórias de época, pois Jane Austen escreveu sobre o cotidiano daquele povo, os costumes e apontou para os valores pregados.
Encantador pela caracterização de cada personagem, a ironia, o humor e o amor. Os grandes jardins, a ostentação de certos lares e os hábitos.
Suspeitas a parte (pela minha paixão pelos ingleses), o livro é perfeito!
Filme devidamente assistido e também recomendado, peca apenas em poucos pontos, mas retrata fielmente os personagens, principalmente Darcy e Lizzy.
Próximo de Jane Austen: Persuasion.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Orgulho e Preconceito
"Grande parte das vezes é a nossa própria vaidade que nos ilude. Para as mulheres, a admiração de que elas crêem no objeto significa mais do que aquilo que de fato se trata".
Jane Austen
Jane Austen
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