quarta-feira, 27 de abril de 2011



"Tomas pensava: deitar com uma mulher e dormir com ela, eis duas paixões não somente diferentes mas quase contraditórias. O amor não se manifesta pelo desejo de fazer amor (esse desejo se aplica a uma série inumerável de mulheres), mas pelo desejo do sono compartilhado (esse desejo diz respeito a uma só mulher)."


A insustentável leveza do ser, Milan Kundera.

Simplesmente amor


"Amor é a coisa mais alegre
Amor é a coisa mais triste
Amor é a coisa que mais quero
Por causa dele falo palavras como lanças
Amor é a coisa mais alegre
Amor é a coisa mais triste
Amor é a coisa que mais quero
Por causa dele podem entalhar-me:
Sou de pedra sabão.
Alegre ou triste
Amor é a coisa que mais quero."







terça-feira, 26 de abril de 2011

Saudade...






Estou sentada vendo o tempo passar pela janela...me encontro numa praia ensolarada a rir um riso de um momento eterno. Sinto a brisa vir com a mesma constância de teus olhares.

Palavras, toques, gestos sem ensaio. Leveza se confudia com autenticidade e por um breve instante validávamos nossa eternidade.

Percepções de um caos enlaçado com uma fitinha a voar como quisesse dizer: permanece porque é livre.

Há nesse momento minha saudade.

Abro os olhos e percebo que estava o tempo todo segurando a fitinha...voa,voa que já não me faz falta.







Ponto Gente e a inteligência, afrodisíaco do desejo.



"Inteligência é afrodisíaco, frase mais batida que essa, só duas dessas. Que inteligência é afrodisíaco isso é fato. Fato para quem é inteligente, claro. O Woody Allen diz que o segundo órgão sexual mais importante é o cérebro. Perfeito. E aqui falo de "inteligências", todas elas, a emocional também. Não há nada mais sexy que uma pessoa inteligente. Se fisicamente ela é feia, na medida em que se desloca se manifesta, ela vai ficando cada vez mais bonita aos olhos de quem pode "ver".
Como no filme de Saramago, feche os olhos para poder enxergar de verdade pare, escute e sinta. Tá cheio de gente linda por ai. E o linda aqui não tem relação nenhuma com o estereótipo de beleza, com uma barriguinha sarada e um bumbum durinho. Áh,mas não tem mesmo! Não existe nada mais broxante que uma pessoa bonita fisicamente que, quando abre a boca só fala besteira. Não gosto de chamar de gente burra, prefiro "desfavorecidos intelectualmente". Independente, no português claro, gente burra é anti-tesão.
E quando inteligência vira o mais poderoso afrodisíaco para alguém, não só a aparência, mas a idade do parceiro deixa de ter importância. A idade é um número relativo que não diz absolutamente nada de você. tanto faz se você tem 33 ou 93, se você for um idiota, será um idiota e ponto, não tem diferença quanto pesa seu corpo em anos.
Sendo a inteligência aquilo que mais lhe dá tesão, cai por terra aparência, idade e gênero. A inteligência é o que fascina e tanto faz se o portador dela é homem ou mulher.Seu interesse pelo outro não fica reduzido ao órgão sexual do outro. O outro é tão fascinante que o desejo transcende, vai além.


Por que Ponto G é ponto GENTE, desejo puro e muito mais."

http://andreatpm.blogspot.com/2011/04/ponto-gente-e-inteligencia-afrodisiaco.html

Dançando com a vida -


"Eu não devo nada a ninguém,
Eu não sou do mal nem do bem,
Tô no meio do caminho
Tô fazendo a minha estrada
Sem pedir carona...

Viver feliz é uma arte,
Eu faço a minha parte,
Eu improviso,
Eu sei aonde eu piso"


Gabriel, José Ricardo e Sandra de Sá

"O amor começa por uma metáfora. Ou melhor: o amor começa no instante em que uma mulher se inscreve com uma palavra em nossa memória poética."

Milan Kundera - A insustentável leveza do ser

"Os homens que perseguem uma multidão de mulheres podem facilmente ser divididos em duas categorias. Uns procuram em todas as mulheres seu próprio sonho, sua ideia subjetiva da mulher. Outros são movidos pelo desejo de se apoderar da infinita diversidade do mundo feminino objetivo.

A obsessão dos primeiros é uma obsessão romântica: o que procuram nas mulheres é a si próprios, é ao ideal deles, e ficam sempre e continuamente decepcionados, porque, como sabemos, o ideal é o que é impossível encontrar. Como a decepção que os leva de mulher em mulher dá às sua inconstancia uma espécie de desculpa melodramática, muitas mulheres sentimentais acham comovente essa poligamia obstinada.

A outra obsessão é uma obsessão libertina, e as mulheres não vêem nisso nada de comovente: como o homem não projeta nas mulheres um ideal subjetivo, tudo lhe interessa e nada pode decepcioná-lo. E precisamente essa inaptidão para a adecepção tem algo de escandaloso. Aos olhos do mundo, a obsessão do fornicador libertino não pode ser perdoada (porque não é resgatada pela decepção)."

Milan Kundera - A insustentável leveza do ser

Imagem: Tristan Greer

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Henrique IV

O Estrangeiro

Albert Camus gerou em mim uma certa repulsa ao personagem. Covardia e passividade em demasia. E o que fazemos com nossas vidas mesmo?



"Compreendi, então, que um homem que houvesse vivido um único dia, poderia sem dificuldades passar 100 anos numa prisão. Teria recordações suficientes para não se entediar."

A queda

Certamente um dos livros mais brilhantes que li na minha vida e pretendo ler mais e mais vezes.
Eu diria que é uma leitura obrigatoria e prazerosa para quem gosta de buscar o sentido de viver. Verdade e vida num monólogo que Camus escreveu para gerações.









“Não espere pelo Juízo Final. Realiza-se todos os dias.”

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Tema de amor de Gabriela - Tom Jobim por Ney Matogrosso

Fala - Ney Matogrosso



Eu não sei dizer nada por dizer
Então eu escuto
Se você disser tudo o que quiser
Então eu escuto

Fala
Lalalalalalalalalá
Fala

Se eu não entender, não vou responder
Então eu escuto
Eu só vou falar na hora de falar
Então eu escuto

Fala
“Não podemos afirmar a inocência de ninguém, ao passo que podemos afirmar com segurança a culpabilidade de todos. Cada homem atesta o crime de todos os outros, eis a minha fé e a minha esperança. (…) As religiões enganam-se desde o momento em que pregam moral e fulminam mandamentos. Deus não é necessário para criar a culpabilidade nem para castigar. Para isso bastam os nossos semelhantes, ajudados por nós próprios. O senhor falava-me do Juízo Final. Permita-me que ria respeitosamente. Eu espero-o a pé firme: conheci o que há de pior, que é o juízo dos homens. Para eles, nada de circunstâncias atenuantes, mesmo a boa intenção é considerada crime.”

Albert Camus (A Queda)

“Não espere pelo Juízo Final. Realiza-se todos os dias.” Albert Camus (A Queda)




terça-feira, 5 de abril de 2011

Pra quem ainda vier a me amar

"Quero dizer que te amo só de amor. Sem idéias, palavras, pensamentos. Quero fazer que te amo só de amor. Com sentimentos, sentidos, emoções. Quero curtir que te amo só de amor. Olho no olho, cara a cara, corpo a corpo. Quero querer que te amo só de amor. São sombras as palavras no papel. Claro-escuros projetados pelo amor, dos delírios e dos mistérios do prazer. Apenas sombras as palavras no papel. Ser-não-ser refratados pelo amor no sexo e nos sonhos dos amantes. Fátuas sombras as palavras no papel. Meu amor te escrevo feito um poema de carne, sangue, nervos e sêmen. São versos que pulsam, gemem e fecundam. Meu poema se encanta feito o amor dos bichos livres às urgências dos cios e que jogam, brincam, cantam e dançam fazendo o amor como faço o poema. Quero a vida as claras superfícies onde terminam e começam meus amores. Eu te sinto na pele, não no coração. Quero do amor as tenras superfícies onde a vida é lírica porque telúrica, onde sou épico porque ébrio e lúbrico. Quero genitais todas as nossas superfícies. Não há limites para o prazer, meu grnade amor, mas virá sempre antes, não depois da excitação. Meu grande amor, o infinito é um recomeço. Não há limites para se viver um grande amor. Mas só te amo porque me dás o gozo e não gozo mais porque eu te amo. Não há limites para o fim de um grande amor. Nossa nudez, juntos, não se completa nunca, mesmo quando se tornam quentes e congestionadas, úmidas e latejantes todas as mucosas. A nudez a dois não acontece nunca, porque nos vestimos um com o corpo do outro, para inventar deuses na solidão do nós. Por isso a nudez, no amor, não satisfaz nunca. Porque eu te amo, tu não precisas de mim. Porque tu me amas, eu não preciso de ti. No amor, jamais nos deixamos de completar. Somos, um para o outro, deliciosamente desnecessários. O amor é tanto, não quanto. Amar é enquanto, portanto. Ponto. " http://www.revista.agulha.nom.br/rfrei01.html