"Penso agora em flores, sorrisos, desejo de mulher, e compreendo que todo o meu horror de morrer está contido em meu ciúme de vida. Sinto ciúme daqueles que virão e para os quais as flores e o desejo de mulher terão todo o seu sentido de carne e de sangue. Sou invejoso porque amo demais a vida para não ser egoísta... Quero suportar minha lucidez até o fim e contemplar minha morte com toda a exuberância de meu ciúme e de meu horror"
http://filosofocamus.sites.uol.com.br/index.htm
sábado, 31 de dezembro de 2011
sábado, 24 de dezembro de 2011
Eduardo Galeano
"No próximo milénio o ar estará limpo de todo veneno que não venha dos medos humanos e das humanas paixões. Nas ruas, os automóveis serão esmagados pelos cães. As pessoas não serão programadas por computador, nem compradas no supermercado, nem espiadas por televisor. O televisor deixará de ser o membro mais importante da família e será tratado como o ferro de engomar ou a máquina de lavar a roupa. As pessoas trabalharão para viver, em vez de viverem para trabalhar. Será incorporado nos códigos penais o delito de estupidez, que cometem todos aqueles que vivem para ter ou para ganhar, em vez de viverem apenas para viver, como canta o pássaro sem saber que canta e como brinca a criança sem saber que brinca. Em nenhum país serão presos os jovens que se recusem a cumprir o serviço militar. Os economistas não chamarão nível de vida ao nível de consumo, nem chamarão qualidade de vida à quantidade de coisas. Os cozinheiros deixarão de considerar que as lagostas gostam de ser cosidas vivas. Os historiadores deixarão de crer que existiram países que gostaram de ser invadidos. Os políticos não acreditarão mais que os pobres adoram comer promessas. A solenidade deixará de se julgar uma virtude e ninguém tomará a sério nada que não seja capaz de assumir. A morte e o dinheiro perderão os seus poderes mágicos, e nem por disfunção ou por acaso será possível transformar o canalha em cavalheiro virtuoso. Ninguém será considerado herói ou louco só porque faz aquilo que acredita ser justo, em vez de fazer aquilo que mais lhe convém. O mundo já não se encontrará em guerra contra os pobres, mas sim contra a pobreza, e a indústria militar não terá outro caminho senão declarar a falência. A comida não será uma mercadoria, nem a comunicação um negócio, porque a comida e a comunicação são direitos humanos. Ninguém morrerá de fome porque ninguém morrerá de indigestão. As crianças de rua não serão tratadas como se fossem lixo, porque não haverá crianças de rua. Os meninos ricos não serão tratadas como se fossem dinheiro porque não existirão meninos ricos. A educação não será um privilégio apenas de quem possa pagá-la. A polícia não será a maldição daqueles que não podem comprá-la. A justiça e a liberdade, irmãs siamesas condenadas a viverem separadas, voltarão a juntar-se, bem unidas ombro com ombro. Uma mulher, negra, será presidente do Brasil e outra mulher, negra também, será presidente dos Estados Unidos da América; uma mulher índia governará a Guatemala, e outra o Peru. Na Argentina, as loucas da Praça de Maio serão um exemplo de saúde mental, porque se negaram a esquecer em tempos de amnésia obrigatória. A Santa Madre Igreja corrigirá os erros das tábuas de Moisés, e o sexto mandamento mandará festejar o corpo. A Igreja ditará também outro mandamento que havia sido esquecido: "Amarás a natureza, da qual fazes parte". E serão reflorestados os desertos do mundo e os desertos da alma.
Os desesperados serão esperados e os perdidos serão encontrados, porque eles são aqueles que desesperaram de tanto esperar e os que se perderam de tanto procurar. Seremos compatriotas e contemporâneos de todos os que tenham desejo de justiça e desejo de beleza, tenham nascido onde tenham nascido e tenham vivido quando tenham vivido, sem que importem as fronteiras do mapa e do tempo. A perfeição continuará a ser o aborrecido privilégio dos deuses, mas, neste mundo imperfeito e exaltante, cada noite será vivida como se fosse a última e cada dia como se fosse o primeiro."
Os desesperados serão esperados e os perdidos serão encontrados, porque eles são aqueles que desesperaram de tanto esperar e os que se perderam de tanto procurar. Seremos compatriotas e contemporâneos de todos os que tenham desejo de justiça e desejo de beleza, tenham nascido onde tenham nascido e tenham vivido quando tenham vivido, sem que importem as fronteiras do mapa e do tempo. A perfeição continuará a ser o aborrecido privilégio dos deuses, mas, neste mundo imperfeito e exaltante, cada noite será vivida como se fosse a última e cada dia como se fosse o primeiro."
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Summers - Loney Dear
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
Sempre
“Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em lugares onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte… Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: ‘as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.”
Hoje
"Então, abandonar o amor? Não. Mas é preciso escolher. Porque o tempo foge. Não há tempo para tudo. Não poderei escutar todas as músicas que desejo, não poderei ler todos os livros que desejo, não poderei abraçar todas as pessoas que desejo. É necessário aprender a arte de “abrir mão” – a fim de nos dedicarmos àquilo que é essencial."
domingo, 6 de novembro de 2011
Adormeço em ti minha vida,
- flor de sombra e de solidão -
da terra aos céus oferecida
para alguma constelação.
"Não pergunto mais o motivo,
não pergunto mais a razão
de viver no mundo em que vivo,
pelas coisas que morrerão.
Adormeço em ti minha vida,
imóvel, na noite, e sem voz.
A lua, em meu peito perdida,
vê que tudo em mim somos nós.
Nós! - E no entanto eu sei que estão
brotando pela noite lisa
as lágrimas de uma canção
pelo que não se realiza..."
- flor de sombra e de solidão -
da terra aos céus oferecida
para alguma constelação.
"Não pergunto mais o motivo,
não pergunto mais a razão
de viver no mundo em que vivo,
pelas coisas que morrerão.
Adormeço em ti minha vida,
imóvel, na noite, e sem voz.
A lua, em meu peito perdida,
vê que tudo em mim somos nós.
Nós! - E no entanto eu sei que estão
brotando pela noite lisa
as lágrimas de uma canção
pelo que não se realiza..."
E o tempo fechou...
Num dia cinza como hoje, o tempo acordou mais tarde. Tomou um banho demorado. Cozinhou e comeu.
Ouviu músicas tocantes e bailou pela sala.
Em dias tão frios de sentimento, ele esteve sempre aberto. Alegre, alegre.
Hoje ele fechou.
Fechou as amarguras da vida e curtiu a simplicidade dos atos.
A sutileza de uma saudade.
A leveza de um cheiro.
A intensidade de uma vida.
Viu que o passado também é hoje. E que também será o futuro.
Hoje será a saudade de amanhã.
A boa lembrança do riso. O caminho da lágrima. A dádiva da vida.
E o tempo fechou no meu coração a disponibilidade de viver muitos momentos efêmeros.
Por mais solitário e tranquilo que seja o meu tempo, ele é meu.
Como uma tarde cinza e calorosa de lembranças boas que vivi sendo assim.
Solitária e tranquila, mesmo estando com você.
Ouviu músicas tocantes e bailou pela sala.
Em dias tão frios de sentimento, ele esteve sempre aberto. Alegre, alegre.
Hoje ele fechou.
Fechou as amarguras da vida e curtiu a simplicidade dos atos.
A sutileza de uma saudade.
A leveza de um cheiro.
A intensidade de uma vida.
Viu que o passado também é hoje. E que também será o futuro.
Hoje será a saudade de amanhã.
A boa lembrança do riso. O caminho da lágrima. A dádiva da vida.
E o tempo fechou no meu coração a disponibilidade de viver muitos momentos efêmeros.
Por mais solitário e tranquilo que seja o meu tempo, ele é meu.
Como uma tarde cinza e calorosa de lembranças boas que vivi sendo assim.
Solitária e tranquila, mesmo estando com você.
domingo, 16 de outubro de 2011
Menino grande - Maria Bethania E Omara Portuondo
Eu gosto tanto do carinho que ele me faz
Faz tanto bem o beijo que ele me traz
As horas passam, ligeiras, felizes
Sem a gente sentir
Ele está ao meu lado, com o corpo cansado
Precisa dormir Dorme, menino grande
Que eu estou perto de ti
Sonha o que bem quiseres
Que eu não sairei daqui
Oh vento não faz barulho
Meu amor está dormindo
E o mar não bata com força
Porque ele está dormindo
Dorme, menino grande
Que eu estou perto de ti
Sonha o que bem quiseres
Que eu não sairei daqui
http://www.youtube.com/watch?v=Lmg5sWcN6a4
Devagar....andando...divagando!
Abro um livro. Amplio minha mente.
Me apaixono. Me revolto. Me acho. Me perco.
Aprendo.
E desaprendo.
Quanto mais eu leio, mais eu tenho a sensação do quão ignorante eu sou.
E vou me tornando.
Porque sei que a cada ler, mais ler tem que ter.
E na minha receptividade, vou lendo de tudo.
E sabendo de nada.
Mas é lendo que encontro a melhor companhia
E abro o maior sonho.
Imagem Kurt Halsey
Entre refúgios e obrigações meu querer lá está
Cutucando meu viver
Rebatendo minha preguiça
Porque meu querer tem disso
Coragem, cara de pau, insonia
Se por amor não morri
Por amor eu vivi
E meu querer lá esteve
Porque meu querer teve disso
Medo, morte, deserto
E quando quero é com gosto
Pra escapar da morte
Pra escapar do medo
Pra não ser deserto
Mas pra querer o riso da vida e a dor da paixão
Pra ser ilha bela e mar a mil
Num querer sem caber num canto qualquer
Porque meu querer é meu viver!
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Coração a batucar - Maria Rita
"Batuque o coração para ver chegar
Que eu abro meu cordão quando você passar
E o nosso bloco sobe a ladeira da ilusão
De pé no chão...
Batuque o coração que a gente é carnaval!
E nada irá conter essa folia
Atrás do nosso amor
Até quando esse samba tocar
Vem marcando em nosso peito
Coração a Batucar
Pra gente ser feliz
Pra gente fesfilar por essa vida"
Nem um dia- Djavan por Maria Rita
"Um dia frio
Um bom lugar prá ler um livro
E o pensamento lá em você"
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Arianas!
Mulher de Áries?! Hummm.... Não sei. Ainda não consegui decidir se estar apaixonado por uma dessas mulheres é muito bom ou muito ruim. Como sempre, deve ser os dois... O fato é que essas daqui vivem tão bem sem um homem que se torna até constrangedor (pro cara, claro). A sorte é que as arianas tem uma necessidade natural de ter alguém que elas admirem. Acho que nem é essa a palavra. Elas precisam suspirar, perder o fôlego por alguém. Não se empolgue: se não tiver nenhum homem capaz de responder a isso, bem, ela não sentirá tanta falta dele assim. Até porque o que quer que ele saiba fazer, ela faz mais e melhor. A coisa aqui é uma briga de galo. É ego pra todo lado, masculino e feminino em par de igualdade. Dá até medo de ser cavalheiro com uma ariana.Elas são donas do pedaço, aquele arrasta quarteirão sabe? Tem controle total sobre tudo que diz respeito a ela. São as mais propensas dentre os signos a propor o casamento no lugar do homem. Assusta um pouquinho. Mas ela é a mulher mais mulher do zodíaco, é de se compreender. Ariana tem a ver com força. Nada nela é 'mais ou menos'. Para que ela te ame, ela precisa que você a orgulhe. Ela exige que você seja o príncipe, vá lá que não tão encantado, mas capaz de inspirar nela seu sentimento próprio de compartilhar o que é dela, de ser gentil e fazer o que estiver ao alcance dela por você. As mulheres de Áries querem ser dominadas por um braço forte, ser pegada de jeito por alguém a altura de sua força. Entretanto, e é interessante perceber isso, a ariana vive um eterno conflito de estar no controle dominando e também de querer ser dominada (Meu Deus, como será o sexo? Fico pensando). É aquela mulher que é bendita entre os homens. Sabe qual é? Que tem mais amigos homens do que o normal? Pois então. E aí com certeza vai bater aquele ciúme. E ela simplesmente não admite ataque de ciúmes perto dela. Muito embora ela seja uma mulher ex-tre-ma-men-te possessiva, dona das mais incabíveis crises de ciúme. Isso siginifica: "Pode confiar em mim, mas em você eu não confio mes-mo!" Acho que é tudo uma questão de dever e recompensa. Por exemplo: se você liga inadvertidamente dizendo que vai demorar pra chegar na casa dela por causa disso e daquilo, não se dê nem ao trabalho de chegar alguma hora porque ela vai estar lhe esperando assim como uma panela de óleo quente espera um pastel cru. No entanto, se você está com ela, conversa e a escuta, será recompensado com toda a suavidade que, pasmem, existe aos montes dentro dela. Arianas são assim, como a chama de um fogo. Se você souber cuidar bem e entender o que tem que fazer, então ela te aquece como uma lareira. Mas se você não lhe der atenção, uma hora apaga. Ou, o que é pior, incendeia. todo cuidado é pouco..
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Mulheres - Bukowski
Eis um livro com um título especial: Mulheres. Feito por um sacana! No sentido literal da palavra.
Livro lido em pouco tempo devido a escrita facilitadora e sem metáforas de Bukowski, algo que passa longe em seus atos tão físiológicos/humanos.
A historia, que é a sua própria, retrata a vida de um escritor, Hank Chinaski, por volta de seus 50 anos, viúvo de uma alcoolatra, ex-funcionario dos correios, amante nato das mulheres, mas não antes do que das bebidas.
Hank acorda por volta das 11, bebe, escreve, bebe, fuma e, se tiver uma mulher, ele a tem. Se não tiver, ele arruma. Uma mais louca que a outra. Mas não fica só.
Gosto da sinceridade dele. Odeio sua passividade. E assim fui oscilando.
Acredito que comecei bem com este romance.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
"Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completa, me faz feliz e que me quer bem. Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem. Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém. Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, to despreocupada, com a vida eu to de bem."
"Unhas descascadas
de mágoa
numa agonia
de tanto tempo
e tanto faz
dedos em forma
de falos já afastados
que ascenderam
aceleraram
e hoje não passam
de quarto fechado
mãos mudas
quase mortas
caladas por calos
invisíveis
e vidas indivisíveis
pulsos frágeis
braços frígidos
ombros frouxos
tronco em fastio
todo um corpo
acometido de corpos
vazios."
de mágoa
numa agonia
de tanto tempo
e tanto faz
dedos em forma
de falos já afastados
que ascenderam
aceleraram
e hoje não passam
de quarto fechado
mãos mudas
quase mortas
caladas por calos
invisíveis
e vidas indivisíveis
pulsos frágeis
braços frígidos
ombros frouxos
tronco em fastio
todo um corpo
acometido de corpos
vazios."
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
A escrita do Deus
"Que morra comigo o mistério que está escrito nos tigres. Quem entreviu o universo, quem entreviu os ardentes desígnios do universo não pode pensar em um homem, em suas triviais venturas e desventuras, mesmo que esse homem seja ele. Esse homem foi ele e agora não lhe importa. Que lhe importa a sorte daquele outro, que lhe importa a nação daquele outro, se ele agora é ninguém. Por isso não pronuncio a fórmula, por isso deixo que os dias me esqueçam, deitado na escuridão."
Borges em O Aleph
Borges em O Aleph
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Horas Vivas - Machado de Assis
Noite: abrem-se as flores...
Que esplendores!
Cíntia sonha amores
Pelo céu.
Tênues as neblinas
Às campinas
Descem das colinas,
Como um véu.
Mãos em mãos travadas,
Animadas,
Vão aquelas fadas
Pelo ar;
Soltos os cabelos,
Em novelos,
Puros, louros, belos,
A voar.
— “Homem, nos teus dias
Que agonias,
Sonhos, utopias,
Ambições;
Vivas e fagueiras,
As primeiras,
Como as derradeiras
Ilusões!
— Quantas, quantas vidas
Vão perdidas,
Pombas mal feridas
Pelo mal!
Anos após anos,
Tão insanos,
Vêm os desenganos
Afinal.
— “Dorme: se os pesares
Repousares,
Vês? – por estes ares
Vamos rir;
Mortas, não; festivas,
E lascivas,
Somos – horas vivas
De dormir!” –
Machado de Assis
Sou - Jorge Luis Borges
"Sou o que sabe não ser menos vão
Que o vão observador que frente ao mudo
Vidro do espelho segue o mais agudo
Reflexo ou o corpo do irmão.
Sou, tácitos amigos, o que sabe
Que a única vingança ou o perdão
É o esquecimento. Um deus quis dar então
Ao ódio humano essa curiosa chave.
Sou o que, apesar de tão ilustres modos
De errar, não decifrou o labirinto
Singular e plural, árduo e distinto,
Do tempo, que é de um só e é de todos.
Sou o que é ninguém, o que não foi a espada
Na guerra. Um esquecimento, um eco, um nada. "
Soledad - Jorge Drexler e Maria Rita
"Ya he dejado que se empañe
La ilusión de que vivir es indoloro."
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Mulheres - Charles Bukowski
"Aposto que você conhece um monte de mulher – disse Hilda – A gente leu seus livros.
– Eu escrevo ficção.
– Que ficção?
– Ficção é a vida melhorada.
– Quer dizer que você mente? – perguntou Gertrude.
– Um pouco. Não muito.
– Você tem namorada? – perguntou Hilda.
– Não. Agora não.
– A gente vai ficar – disse Gertrude.
– Só tem uma cama.
– Tudo bem.
– Só mais uma coisa…
– Eu é que vou dormir no meio…"
– Eu escrevo ficção.
– Que ficção?
– Ficção é a vida melhorada.
– Quer dizer que você mente? – perguntou Gertrude.
– Um pouco. Não muito.
– Você tem namorada? – perguntou Hilda.
– Não. Agora não.
– A gente vai ficar – disse Gertrude.
– Só tem uma cama.
– Tudo bem.
– Só mais uma coisa…
– Eu é que vou dormir no meio…"
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Ariel
"Estancamento no escuro
E então o fluir azul e insubstancial
De montanha e distância.
Leoa do Senhor como nos unimos
Eixo de calcanhares e joelhos!... O sulco
Afunda e passa, irmão
Do arco tenso
Do pescoço que não consigo dobrar.
Sementes
De olhos negros lançam escuros
Anzóis...
Negro, doce sangue na boca,
Sombra,
Um outro vôo
Me arrasta pelo ar...
Coxas, pêlos;
Escamas e calcanhares.
Branca
Godiva, descasco
Mãos mortas, asperezas mortas.
E então
Ondulo como trigo, um brilho de mares.
O grito da criança
Escorre pela parede.
E eu
Sou a flexa,
O orvalho que voa,
Suicida, unido com o impulso
Dentro do olho
Vermelho, caldeirão da manhã."
(tradução de Ana Cândida Perez e Ana Cristina César)
E então o fluir azul e insubstancial
De montanha e distância.
Leoa do Senhor como nos unimos
Eixo de calcanhares e joelhos!... O sulco
Afunda e passa, irmão
Do arco tenso
Do pescoço que não consigo dobrar.
Sementes
De olhos negros lançam escuros
Anzóis...
Negro, doce sangue na boca,
Sombra,
Um outro vôo
Me arrasta pelo ar...
Coxas, pêlos;
Escamas e calcanhares.
Branca
Godiva, descasco
Mãos mortas, asperezas mortas.
E então
Ondulo como trigo, um brilho de mares.
O grito da criança
Escorre pela parede.
E eu
Sou a flexa,
O orvalho que voa,
Suicida, unido com o impulso
Dentro do olho
Vermelho, caldeirão da manhã."
(tradução de Ana Cândida Perez e Ana Cristina César)
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
Por vezes, penso demais.
Já cheguei a ouvir: pode viver um pouco mais sem pensar antes?
Pensei: acho quase impossível, mas posso tentar!
Apenas disse: sou do tipo metódica e minhas aventuras são programadas.
E ouvi: é daí que vem teu silencio?
Calei: .
Falei: meu sentimento é calado.
E ouvi: e é vermelho?
Ri.
E fui abraçada.
Pensei: Vivo tanto amor, tanta paixão, tanta dor, tanta alegria e tudo lateja aqui tão forte que transborda em pensamentos e em cores e falar já não me pertence mais, calei porque tudo isso é uma verdade só minha.
E disse: é bom dividir um sorriso com você.
Gabriela Sobreira
Essa pequena - Chico Buarque
"Feito avarento, conto os meus minutos
Cada segundo que se esvai
Cuidando dela, que anda noutro mundo
Ela que esbanja suas horas ao vento, ai"
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
"Respiro a única felicidade que sou capaz - uma consciência atenciosa e cordial. Passeio o dia todo(...) cada ser que encontro, cada cheiro dessa rua, tudo é pretexto para amar sem medida. Jovens mulheres supervisionam uma colônia de férias, a trombeta do vendedor de sorvetes, as barracas de frutas, melancias vermelhas com caroços negros, uvas translúcidas e meladas - tantos apoios para quem não sabe ser só. Mas a flauta ácida e terna das cigarras, o perfume de águas e de estrelas que se encontram nas noites de setembro, os caminhos aromáticos entre as árvores de pistache e os juncos. tantos sinais de amor para quem é forçado a ser só."
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
III

Naquele momento
o riso acabou
e veio o espanto
e do meu choro
o desentendimento
e das mãos unidas
veio o tremor dos dedos
e da vontade de vida
veio o medo.
Naquele momento
veio de ti o silêncio
e o pranto de todos os homens
brotou nos teus olhos translúcidos
e os meus se afastaram dos teus
e dos braços compridos
veio o curto adeus.
Naquele momento
o mundo parou
e das distâncias
vieram águas
e o barulho do mar.
E do amor
veio o grande sofrimento.
E nada restou
das infinitas coisas pressentidas
das promessas em chama.
Nada.
Hilda Hilst – Balada de Alzira (1951)
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Querido,
Buscando jeito com as palavras pensei em te escrever. Sei que por aqui verás meu olhar e meu jeito de te receber com carinho.
Ando com palavras borbulhando na minha calmaria, mas nada que chegue a entorpecer o meu desejo de calar.
A vida tem passado com tanto correr que o presente num instante se embrulha em lembrança.
E assim tenho ficado a te esperar: correndo com meus atos, fazendo lembranças com dedicação para que chegues como imagino. Como quero.
Sei que tu não serás longo, sei porque o que sei é o que sinto. Nada mais. Sinto nós acontecendo com ares de prazer intenso.
Racionais como somos sempre buscaremos a verdade e sentimental, como sou, faremos desta o abrigo para o misterio que nos ronda.
Sei que me queres de qualquer modo.
Já te quero como a leitura de um bom romance.
Entre a sinopse e a capa, o devagar e a busca do desfecho, o cheiro e o tato.
A razão manipulando o sentimento.
E assim, futuro do que sou, uma composição de clássicos.
Te espero, sem anseios e com desejo como se os tivesse.
Sempre tua, amanhã.
Gabriela Sobreira
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Ê falta de sentir falta do que não fica!

As ideias que me vem a cabeça são fugitivas. Aparecem para me fazerem viva e livre, porém com tal rapidez, me escapam!
Sinto como se não pudesse tê-las para a eternidade, a não ser a lembrança de sua existencia.
Acredito que elas são meus proprios sentimentos neste momento: corriqueiros e sem pressa pra fazerem acontecer!
segunda-feira, 18 de julho de 2011
"Veja o ipê florido! Nasceu de uma semente. Depois de crescer não será necessária nenhuma técnica, nenhum estímulo, nenhum truque para que ele floresça. Angelus Silésius, místico antigo, tem um verso que diz: “A rosa não tem por quês. Ela floresce porque floresce." O ipê floresce porque floresce. Seu florescer é um simples transbordar natural da sua verdade.
A solidariedade é como o ipê: nasce e floresce. Mas não em decorrência de mandamentos éticos ou religiosos. Não se pode ordenar: "Seja solidário!" Ela acontece como simples transbordamento. Da mesma forma como o poema é um transbordamento da alma do poeta e a canção um transbordamento da alma do compositor..."
A solidariedade é como o ipê: nasce e floresce. Mas não em decorrência de mandamentos éticos ou religiosos. Não se pode ordenar: "Seja solidário!" Ela acontece como simples transbordamento. Da mesma forma como o poema é um transbordamento da alma do poeta e a canção um transbordamento da alma do compositor..."
domingo, 17 de julho de 2011
É no canto direito do meu juízo que está meu coração.

Vem cá, você não entendeu ainda?
Já fui boa com as palavras e rodeios nunca foi a minha praia.
Vou te explicar:
Existe um rostinho bonito com mãos carinhosas que ferve na paixão e candura no amor, mas que, no presente momento de anos consecutivos, apertou um botãozinho e deixou as coisas do seu jeitinho.
Pegou tempos de dedicação a mentiras mal contadas (a paixão cega mesmo!) e resolveu dar um tempo a meios termos, indecisões, egoísmos e covardias! Tem isso? Já era.
Então, vc é homem, né? Pois é, vc tem isso.
Mágoas? Não, não. Tentei tê-las, mas é mais que isso.
É o desprazer de relembrar o quão burra consegui ser, afeta meu ser.
E então resolvi colocar meu coração no lugar, no canto direito do meu cérebro.
Se você não é capaz de despir sua inteligencia, que dirá a mi(m)nha?
segunda-feira, 11 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Eis que o sono me rebate a incerteza

Os retalhos de tua timidez e de teu atrevimento desenham estes meus pensamentos que, de noite me acordam e de manhã me deitam.
Te cubro de incerteza e te devoro de paixão.
Me calo e te observo.
Me falo e te desperto.
Te penso e perco o sono, o tempo e a palavra.
Dilacera em mim o desejo do toque entre teus olhos famintos e meus lábios carnudos.
Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra
terça-feira, 5 de julho de 2011

"Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande. A gente descobre que o tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor. Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedras do mundo. Justo pelo motivo da intimidade."
Manuel de Barros
quarta-feira, 15 de junho de 2011

"Quando acordei esta manhã no quarto úmido e escuro, ouvindo o tamborilar da chuva por todos os lados, tive a impressão de que havia sarado. Estava curada das palpitações no coração que me atormentaram nos últimos dois dias, praticamente impedindo que eu lesse, pensasse ou mesmo levasse a mão ao peito. Um pássaro alucinado se debatia lá dentro, preso na gaiola de osso, disposto a rompê-lo e sair, sacudindo meu corpo inteiro a cada tentativa. Senti vontade de golpear meu coração, arrancá-lo para deter aquela pulsação ridícula que parecia querer saltar do meu coração e sair pelo mundo, seguindo seu próprio rumo. Deitada, com a mão entre os seios, alegrei-me por acordar e sentir a batida tranquila, ritmada e quase imperceptível de meu coração em repouso. Levantei-me, esperando a cada momento ser novamente atormentada, mas isso não ocorreu. Desde que acordei estou em paz."
Sylvia Plath

"Os sentimentos vastos não têm nome. Perdas, deslumbramentos, catástrofes do espírito, pesadelos da carne, os sentimentos vastos não têm boca, fundo de soturnez, mudo desvario, escuros enigmas habitados de vida mas sem sons, assim eu neste instante diante do teu corpo morto. Inventar palavras, quebrá-las, recompô-las, ajustar-me digno diante de tanta ferida, teria sido preciso, Lucas meu amor, meus 35 anos de vida colados a um indescritível verdugo, alguém Humano, e há tantos indescritíveis Humanos feito de fúria e desesperança, existindo apenas para nos fazer conhecer o nome da torpeza e da agonia."
Hilda Hilst - Rútilos
Hilda Hilst - Rútilos
sexta-feira, 3 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
O escritor moçambicano Mia Couto disse um dia:
"Não podemos entrar na modernidade com o actual fardo de preconceitos. À porta da modernidade precisamos de nos descalçar. Eu contei Sete Sapatos Sujos que necessitamos deixar na soleira da porta dos tempos novos. Haverá muitos. Mas eu tinha que escolher, e sete, é um número mágico:
Primeiro Sapato – A ideia de que os culpados são sempre os outros;
Segundo Sapato – A ideia de que o sucesso não nasce do trabalho;
Terceiro Sapato – O preconceito de que quem critica é um inimigo;
Quarto Sapato – A ideia de que mudar as palavras muda a realidade;
Quinto Sapato – A vergonha de ser pobre e o culto das aparências;
Sexto Sapato – A passividade perante a injustiça;
Sétimo Sapato – A ideia de que, para sermos modernos, temos de imitar os outros."
Mia Couto
Primeiro Sapato – A ideia de que os culpados são sempre os outros;
Segundo Sapato – A ideia de que o sucesso não nasce do trabalho;
Terceiro Sapato – O preconceito de que quem critica é um inimigo;
Quarto Sapato – A ideia de que mudar as palavras muda a realidade;
Quinto Sapato – A vergonha de ser pobre e o culto das aparências;
Sexto Sapato – A passividade perante a injustiça;
Sétimo Sapato – A ideia de que, para sermos modernos, temos de imitar os outros."
Mia Couto
quarta-feira, 25 de maio de 2011
"Mais uma vez o tempo me assusta.
Passa afobado pelo meu dia, atropela minha hora, despreza minha agenda.
Corre prepotente, para disputar lugar com o vento.
O tempo envelhece, não se emenda.
Deveria haver algum decreto que obrigasse o tempo a desacelerar e a respeitar meu projeto.
Só assim, eu daria conta dos livros que vão se empilhando,das melodias que estão me aguardando;
Das saudades que venho sentindo,
Das verdades que ando mentindo,
Das promessas que venho esquecendo,
Dos impulsos que sigo contendo,
Dos prazeres que chegam partindo,
Dos receios que partem voltando.
Agora, que redijo a página final,
Percebo o tanto de caminho percorrido
Ao impulso da hora que vai me acelerando.
Apesar do tempo, e sua pressa desleal,
Agradeço a Deus por ter vivido, amanhecer e continuar teimando ..."
Flora Figueiredo
Passa afobado pelo meu dia, atropela minha hora, despreza minha agenda.
Corre prepotente, para disputar lugar com o vento.
O tempo envelhece, não se emenda.
Deveria haver algum decreto que obrigasse o tempo a desacelerar e a respeitar meu projeto.
Só assim, eu daria conta dos livros que vão se empilhando,das melodias que estão me aguardando;
Das saudades que venho sentindo,
Das verdades que ando mentindo,
Das promessas que venho esquecendo,
Dos impulsos que sigo contendo,
Dos prazeres que chegam partindo,
Dos receios que partem voltando.
Agora, que redijo a página final,
Percebo o tanto de caminho percorrido
Ao impulso da hora que vai me acelerando.
Apesar do tempo, e sua pressa desleal,
Agradeço a Deus por ter vivido, amanhecer e continuar teimando ..."
Flora Figueiredo
terça-feira, 24 de maio de 2011
Pascal - Diversão e tédio

"Nunca ficamos no tempo presente. Lembramos o passado; antecipamos o futuro como lento demais para chegar, como para apressar o seu curso, ou nos lembramos do passado para fazê-lo parar como demasiado rápido, tão imprudentes que erramos por tempos que não são nossos e não pensamos no único que nos pertence, e tão levianos que pensamos naqueles que nada são e escapamos, sem refletir, do único que subsiste. É que, em geral, o presente nos fere. Escondemo-lo de nossas vistas porque nos aflige e, se ele nos é agradável, lamentamos que nos escape. Buscamos mantê-lo mediante o futuro e pensamos em dispor as coisas que não estão em nosso poder por um tempo ao qual não temos a menor certeza de chegarmos.Examine cada um os seus pensamentos. Vai encontrá-los a todos ocupados com o passado ou com o futuro. Quase não pensamos no presente, e se nele pensamos é somente para nele buscar a luz para dispormos do futuro. O presente nunca é o nosso fim.O passado e o presente são os nossos meios, só o futuro é o nosso fim. Assim não vivemos nunca, mas esperamos viver e, sempre nos dispondo a ser felizes, é inevitável que nunca o sejamos."
terça-feira, 17 de maio de 2011
Adele - Hometown Glory
"Are the wonders of my world
Are the wonders of my world
Are the wonders of this world
Are the wonders of my world"
quarta-feira, 27 de abril de 2011

"Tomas pensava: deitar com uma mulher e dormir com ela, eis duas paixões não somente diferentes mas quase contraditórias. O amor não se manifesta pelo desejo de fazer amor (esse desejo se aplica a uma série inumerável de mulheres), mas pelo desejo do sono compartilhado (esse desejo diz respeito a uma só mulher)."
A insustentável leveza do ser, Milan Kundera.
Simplesmente amor

"Amor é a coisa mais alegre
Amor é a coisa mais triste
Amor é a coisa que mais quero
Por causa dele falo palavras como lanças
Amor é a coisa mais alegre
Amor é a coisa mais triste
Amor é a coisa que mais quero
Por causa dele podem entalhar-me:
Sou de pedra sabão.
Alegre ou triste
Amor é a coisa que mais quero."
terça-feira, 26 de abril de 2011
Saudade...

Estou sentada vendo o tempo passar pela janela...me encontro numa praia ensolarada a rir um riso de um momento eterno. Sinto a brisa vir com a mesma constância de teus olhares.
Palavras, toques, gestos sem ensaio. Leveza se confudia com autenticidade e por um breve instante validávamos nossa eternidade.
Percepções de um caos enlaçado com uma fitinha a voar como quisesse dizer: permanece porque é livre.
Há nesse momento minha saudade.
Abro os olhos e percebo que estava o tempo todo segurando a fitinha...voa,voa que já não me faz falta.
Ponto Gente e a inteligência, afrodisíaco do desejo.

"Inteligência é afrodisíaco, frase mais batida que essa, só duas dessas. Que inteligência é afrodisíaco isso é fato. Fato para quem é inteligente, claro. O Woody Allen diz que o segundo órgão sexual mais importante é o cérebro. Perfeito. E aqui falo de "inteligências", todas elas, a emocional também. Não há nada mais sexy que uma pessoa inteligente. Se fisicamente ela é feia, na medida em que se desloca se manifesta, ela vai ficando cada vez mais bonita aos olhos de quem pode "ver".
Como no filme de Saramago, feche os olhos para poder enxergar de verdade pare, escute e sinta. Tá cheio de gente linda por ai. E o linda aqui não tem relação nenhuma com o estereótipo de beleza, com uma barriguinha sarada e um bumbum durinho. Áh,mas não tem mesmo! Não existe nada mais broxante que uma pessoa bonita fisicamente que, quando abre a boca só fala besteira. Não gosto de chamar de gente burra, prefiro "desfavorecidos intelectualmente". Independente, no português claro, gente burra é anti-tesão.
E quando inteligência vira o mais poderoso afrodisíaco para alguém, não só a aparência, mas a idade do parceiro deixa de ter importância. A idade é um número relativo que não diz absolutamente nada de você. tanto faz se você tem 33 ou 93, se você for um idiota, será um idiota e ponto, não tem diferença quanto pesa seu corpo em anos.
Sendo a inteligência aquilo que mais lhe dá tesão, cai por terra aparência, idade e gênero. A inteligência é o que fascina e tanto faz se o portador dela é homem ou mulher.Seu interesse pelo outro não fica reduzido ao órgão sexual do outro. O outro é tão fascinante que o desejo transcende, vai além.
Por que Ponto G é ponto GENTE, desejo puro e muito mais."
http://andreatpm.blogspot.com/2011/04/ponto-gente-e-inteligencia-afrodisiaco.html
Dançando com a vida -
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