sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Não acredite em mim.

Sou a dor da Edith Piaf, a desilusão do Cartola, a alegria de Bebel Gilberto, o amor de Bethania.

Meu coração canta nosso amor todos os dias.
Mas não sinto falta. Nem tampouco acredito nele.

Por isso, não acredite em mim...

Te amarei enquanto eu suportar ou outro canto me levar.
Por enquanto vou com Chico...

"Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito exijo respeito não sou mais um sonhador chego a mudar de calçada quando aparece uma flor e dou risada do grande amor.Mentira!"


Gabriela Sobreira

7 comentários:

  1. Tem certas coisas que dá vontade de dizer um palavrão daqueles pra elogiar!

    Esse me doeu.

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  2. São os espinhos fazendo efeito?

    Foi só um surto...alias hoje quem deve ser jogada na fogueira sou eu, só pelos pensamentos!
    hahaha

    Porque meu amor me fere tanto quanto me cura.
    A dor passa. Mas volta. Mas passa!

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  3. Sim... Acho que são os espinhos fazendo efeito.

    Sobre a fogueira e essas dores...

    "Você tem que estar preparado para se queimar em sua própria chama: como se renovar sem primeiro tornar-se cinzas?" Nietzsche.

    E sobre ferir...

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  4. Acabei com tudo
    Escapei com vida
    Tive as roupas e os sonhos rasgados na minha saída
    Mas saí ferido
    Sufocando o meu gemido
    Fui o alvo perfeito
    Muitas vezes no peito atingido

    Animal arisco
    Domesticado esquece o risco
    Me deixei enganar e até me levar por você
    Eu sei quanta tristeza eu tive
    Mas mesmo assim se vive
    Morrendo aos poucos por amor

    Eu sei
    O coração perdoa
    Mas não esquece à toa
    O que eu não me esqueci

    Eu andei demais
    Não olhei pra trás
    Era solta em meus passos
    Bicho livre sem rumo sem laços

    Me senti sozinha
    Tropeçando em meu caminho
    À procura de abrigo
    Uma ajuda um lugar um amigo

    Animal ferido
    Por instinto decidido
    Os meus passos desfiz
    Tentativa infeliz de esquecer.

    Eu sei que flores existiram
    Mas que não resistiram à vendavais constantes
    Eu sei
    As cicatrizes falam
    Mas as palavras calam
    O que eu não me esqueci

    Não vou mudar
    Esse caso não tem solução
    Sou fera ferida
    No corpo na alma e no coração

    Eu sei que flores existiram
    Mas que não resistiram à vendavais constantes
    Eu sei
    As cicatrizes falam
    Mas as palavras calam
    O que eu não me esqueci

    (Fera Ferida)

    A lá todas as nossas dores, possíveis e impossíveis.

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