
"Eu amo desorganizado, desvergonhado. Tenho um amor que não é fácil de compreender porque é confuso. Não controlo, não planejo, não guardo para o mês seguinte. A confusão é quase uma solidão adicional. Uma solidão emprestada. Sou daqueles que pedirá desculpa por algo que o outro nem chegou a entender, que mandará nova carta para redimir uma mágoa inventada, que estará se cobrando antes de dizer. Basta alguém me odiar que me solidarizo ao ódio. Quisera resistir mais. Mas eu faço comigo a minha pior vingança. Amar demais é o mesmo que não amar. A sobra é o mesmo que a falta. Desejava encontrar no mundo um amor igual ao meu. Se não suporto o meu próprio amor, como exigir isso? Um dia li uma frase de Hegel: “Nada de grande se faz sem paixão”. Mas nada de pequeno se faz sem amor. (…)
Não me dou paz sequer um segundo.
Medo imenso de perder as amizades, de apertar demais as palavras e estragar o suco, de ser violento com a respiração e virar asma. Até a minha insegurança é amor."
"Amar demais é o mesmo que não amar."
ResponderExcluirAs vezes penso muito sobre isso... E no final penso que nem sei nada sobre amor. E assim pareço mais leve para amar.
Isso parece sufocante.
Penso que também seja a arte de exigir menos... será? Não sei. Amar apenas um? Não é exigir demais do amor? E amar vários, isso é amor?
Paixão, ou amor?
Bonito desejo, desejável.
Como se ama pequeno? E pouco? E como não exigir?
ResponderExcluirExiste tanto,tanto amor que pouco é o que não consigo!
E paixão, só serve se for do tamanho de tirar o fôlego.rsrs
"E paixão, só serve se for do tamanho de tirar o fôlego.rsrs"
ResponderExcluirPutz! É isso mesmo, rsrs
Tava relendo o samba lá, aí quando li aqui, já no ritmo de música, só me remeteu ao tango, e principalmente na parte que se aperta um no outro, forte. Rs.