Meu eu a tempos partiu. Posso vê-lo dançando na chuva em meio a tantas árvores e estátuas.
A música é única e o conduz a margem da sociedade. O século é XIX. Meu ser tem a luz da madrugada. Tem vida. Tem cor. Tem afeto. Tem pudor. Tem sorriso nos lábios.
A ironia que satiriza o olhar de quem o vê é despercebida pelo movimento puritano.
A leveza que a brisa traz muda os passos desconectados.
E o meu ser com os pés descalços e as mãos perdidas no ar lá se contenta. É a chegada não esperada. É a saudade transformada em lembrança boa. É o abraço dado ao tempo do agora.
É a menina que nunca cresce. E a mulher que se afoba em tanta vida.
É a lágrima de amor que não mancha a pureza de um sorriso autêntico.
Meu ser é moleque contemporâneo e mulher camponesa moderna.
Gabriela Sobreira
Salve Gabriela! Menina, tu arraza... lindo, intenso... adorei...
ResponderExcluirAbraço!
Thanks!
ResponderExcluirBeijos, Poli!!!