quinta-feira, 19 de agosto de 2010

As vezes as palavras se afastam da minha mão e se dissipam pelo corpo, busco imediatamente um lápis e um papel, mas não dá tempo...
E elas percorrem das mãos pro corpo e perdem a tradução.
Perco a maior criação humana. Doe-me na alma.
Os sentimentos ficam em movimentos, pois galopam nelas. Poucas são as que se instalam, porém sinto que se alojam fortemente. E pra sempre. Um "eterno enquanto dure". As transitórias passam por estas e lançam uma junção...confusa junção...que logo se poem a ir pra outro canto.
Assim, sou um movimento de palavras dentro de mim. Sentimentos que as vezes afloram, perduram, desejam, sofrem, buscam, que as vezes são e as vezes não são traduzidos.

As palavras saem pelos poros, palpitam o coração, fazem plenitude no meu ser toda vez que sentem sua presença.

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