domingo, 22 de agosto de 2010




As paredes eram brancas, ofuscavam. As mobílias eram poucas e reservadas. Todas em
sintonia. Cômodos preenchidos. Cortinas a balançar.
O silêncio.
Este lar era seguro e secreto. Guardava em cada pedaço uma história. De amor, conquista, liberdade e caridade. É como se falassem.
Mas só uma pessoa poderia ouvir. E ela sempre parava e escutava, sentia-se quase completa. Talvez pelo momento fosse realmente completa. Desejara muito estar ali.

Via-se em cada bagunçar.

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