domingo, 27 de junho de 2010

O que vou fazer?

Ultimamente tenho escutado a pergunta:
- Mas, e o que você vai fazer?

E a resposta?Ah!A resposta é a resposta. - Não sei.

Não soube tantas vezes e estou aqui. Intacta. Mas, será que perdi a ternura, Che? Na verdade ando mais pensativa em relação a isto do que no que vou fazer. E a resposta acaba sendo a mesma, não sei.
Não ando procurando respostas porque a vida está me dando, constantemente, perguntas diferentes. Então, só me resta não te dar a afirmativa exata.
E a gente tem esta mania de querer saber como amanhã vai ser. Eu quero que amanhã seja, isto me basta. Se amanhã vai fazer sol? Não sei, não depende de mim. So não quero perder a doçura caso ele não apareça.
Vi tantas e tantas perdendo a doçura de se ter expectativas, de acreditar nas pessoas e em si mesmo, em sonhos.
Até no amor!
É perder sentido de vida.

O que vou fazer?

Olha, eu realmente não sei. O que sei é que estou feliz. Feliz porque amo, sinto, sigo, danço, canto, choro, brigo, digo a verdade, vivo o não saber. Porque só o que me interessa é o que não querer.

E eu não quero teu grito.
E eu não quero está perdida numa rua bastante conhecida.
E eu não quero tua jaula.
E eu não quero ser atriz.
E eu não quero ser manchete de jornal.
E eu não quero ser teu ego.
E eu não quero ser tua erva daninha.
E eu não quero amar personagens.
E eu não quero ser meu desgosto.
E eu não quero perder a doçura.
E eu não quero o mundo maquiado.
E eu não quero só o belo.
E eu não quero só poesia.

Tudo isto porque quero ser feliz sendo quem sou neste palco que montaram sem meu consentimento.

Nenhum comentário:

Postar um comentário