Imagino que quando este dia chegar terei mais malícia ao olhar para meu dia.
Não a malícia como maldade,mas sim a necessária para estar neste mundo.
Este mundo que é cheio de doenças exalando pelos pensamentos, poros, atos e afetos.
Um mundo no qual não pertenço.
Se me nego à esta fuga?
Nesta não temo, não fujo, me entrego certamente.
Pertenço a qual senso?
A nada pertenço. A ninguem. Nem a mim,não mais...
Títulos?
Não, não me pertenço para deixar-te pertencer-me ao teu prazer.
O mundo não merece minha dor.
E você, o meu amor.
E, mesmo assim, peço licença para viver.
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