Estou composta de sonhos incertos.Arranhões na alma. Cansaço no coração. Olhar consternado.
Certeza do que não quero. Quietude.
Estou na pedra mais alta procurando "Os beijos merecidos da verdade", se pulo ou não. Solitude.
Não ao desejo de um amor que não é meu.
Não ao amor de um desejo só meu.
Não a estupidez humana.
Sim aos atos. Não aos boatos.
Sim ao interesse interessante. Não ao interesseiro.
Compro sorrisos, amores, vidas, pulsos, paixões, trabalhos, lembranças, abraços, alegrias, tristezas, suores, sonhos, partilhas, manhãs, noites, madrugadas. Só tenho a pagar com lealdade, verdade e amor.
Me refaço quantas vezes for preciso. Começo quantas vezes for necessário.
Estou chegando no caroço. Comendo minha própria placenta. Dando bom dia para mim mesma.
Pois entregar-se é importante e, mais ainda, aprender a ser fortaleza sem nenhuma reciprocidade.
Ser também eficiente e ser reconhecida e, mais ainda, mostrar felicidade por mais que ela exista silenciosamente.
Viver e, mais ainda, ser atuante num mundo onde a vida alheia é mais importante que o próprio umbigo, o próprio teto, o próprio amor, o próprio trabalho.
Mas se viver for só isto, me alheio deste mundo. E dele me dispo e me despeço agora.
Só sinto gosto de vinho, cheiro de incenso e escuto "And it's too late baby, now it's too late Though we really did try to make it Something inside has died and I can't hideAnd I just can't fake it, oh no no no no", simplesmente porque me derreto ao ver A Casa do Lago pela enésima vez.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Assim,
O telefone toca, é uma ligação que já não lhe interessa mais.
O convite chega, tarde demasiadamente.
Havia um melhor. Tarde é a desculpa.
O sorriso lhe é lançado, sem alcance.
O olhar lhe é "Qual é?", tarde demasiadamente.
Havia uma certeza. Tarde é a desculpa.
Tarde é a desculpa de que havia melhor certeza, a de que não lhe interessa mais.
O convite chega, tarde demasiadamente.
Havia um melhor. Tarde é a desculpa.
O sorriso lhe é lançado, sem alcance.
O olhar lhe é "Qual é?", tarde demasiadamente.
Havia uma certeza. Tarde é a desculpa.
Tarde é a desculpa de que havia melhor certeza, a de que não lhe interessa mais.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Saudades elefantes...
Eu tenho saudades que são saudades de elefantesEssas saudades são bem grandes, gordas, cinzas, empacadas.
Chegam e teimam em não partir.
Algumas vezes, meus elefantes, vem sozinhos, noutras chegam aos montes,
uma "elefantéia de saudades".
Entram gordos, arrombando portas, sentam bem no meio da casa.
Gosto dos meus elefantes.
Não reclamam, não gritam, nem desesperam, apenas surgem e ocupam um espaço imenso.
Ficam lá, tranquilos, denunciando faltas, apontando ausências com suas trombas esquisitas.
O única coisa possível a fazer é dizer aos donos dos meus elefantes
"Tenho uma saudade elefante de você".
Então eles partem, para outro dia retornar
Lembram sempre, meus gordinhos, que afeto não foi feito para economizar.
Que amor elefante a gente tem que comunicar.
Minhas saudades elefantes tem o tamanho dos meus amores.
Meus elefantes são imensos!
É que não sei amar pequenininho.
Entram gordos, arrombando portas, sentam bem no meio da casa.
Gosto dos meus elefantes.
Não reclamam, não gritam, nem desesperam, apenas surgem e ocupam um espaço imenso.
Ficam lá, tranquilos, denunciando faltas, apontando ausências com suas trombas esquisitas.
O única coisa possível a fazer é dizer aos donos dos meus elefantes
"Tenho uma saudade elefante de você".
Então eles partem, para outro dia retornar
Lembram sempre, meus gordinhos, que afeto não foi feito para economizar.
Que amor elefante a gente tem que comunicar.
Minhas saudades elefantes tem o tamanho dos meus amores.
Meus elefantes são imensos!
É que não sei amar pequenininho.
Assinar:
Postagens (Atom)

