terça-feira, 26 de abril de 2011


"O amor começa por uma metáfora. Ou melhor: o amor começa no instante em que uma mulher se inscreve com uma palavra em nossa memória poética."

Milan Kundera - A insustentável leveza do ser

"Os homens que perseguem uma multidão de mulheres podem facilmente ser divididos em duas categorias. Uns procuram em todas as mulheres seu próprio sonho, sua ideia subjetiva da mulher. Outros são movidos pelo desejo de se apoderar da infinita diversidade do mundo feminino objetivo.

A obsessão dos primeiros é uma obsessão romântica: o que procuram nas mulheres é a si próprios, é ao ideal deles, e ficam sempre e continuamente decepcionados, porque, como sabemos, o ideal é o que é impossível encontrar. Como a decepção que os leva de mulher em mulher dá às sua inconstancia uma espécie de desculpa melodramática, muitas mulheres sentimentais acham comovente essa poligamia obstinada.

A outra obsessão é uma obsessão libertina, e as mulheres não vêem nisso nada de comovente: como o homem não projeta nas mulheres um ideal subjetivo, tudo lhe interessa e nada pode decepcioná-lo. E precisamente essa inaptidão para a adecepção tem algo de escandaloso. Aos olhos do mundo, a obsessão do fornicador libertino não pode ser perdoada (porque não é resgatada pela decepção)."

Milan Kundera - A insustentável leveza do ser

Imagem: Tristan Greer

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Henrique IV

O Estrangeiro

Albert Camus gerou em mim uma certa repulsa ao personagem. Covardia e passividade em demasia. E o que fazemos com nossas vidas mesmo?



"Compreendi, então, que um homem que houvesse vivido um único dia, poderia sem dificuldades passar 100 anos numa prisão. Teria recordações suficientes para não se entediar."

A queda

Certamente um dos livros mais brilhantes que li na minha vida e pretendo ler mais e mais vezes.
Eu diria que é uma leitura obrigatoria e prazerosa para quem gosta de buscar o sentido de viver. Verdade e vida num monólogo que Camus escreveu para gerações.









“Não espere pelo Juízo Final. Realiza-se todos os dias.”