domingo, 1 de agosto de 2010
Mal necessário - Ney Matogrosso
"Sou um homem, sou um bicho, sou uma mulher
Sou a mesa e as cadeiras deste cabaré
Sou o seu amor profundo, sou o seu lugar no mundo
Sou a febre que lhe queima mas você não deixa
Sou a sua voz que grita mas você não aceita
O ouvido que lhe escuta quando as vozes se ocultam
Nos bares, nas camas, nos lares, na lama.
Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo
O que sempre esteve vivo, mas nem sempre atento
O que nunca lhe fez falta, o que lhe atormenta e mata
Sou o certo, sou o errado, sou o que divide
O que não tem duas partes, na verdade existe
Oferece a outra face, mas não esquece o que lhe fazem
Nos bares, na lama, nos lares, na cama.
Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo
O que sempre esteve vivo
Sou o certo, sou o errado, sou o que divide
O que não tem duas partes, na verdade existe
Mas não esquece o que lhe fazem
Nos bares, na lama, nos lares, na lama
Na lama, na cama, na cama"
Mauro Kwitko
Sou a mesa e as cadeiras deste cabaré
Sou o seu amor profundo, sou o seu lugar no mundo
Sou a febre que lhe queima mas você não deixa
Sou a sua voz que grita mas você não aceita
O ouvido que lhe escuta quando as vozes se ocultam
Nos bares, nas camas, nos lares, na lama.
Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo
O que sempre esteve vivo, mas nem sempre atento
O que nunca lhe fez falta, o que lhe atormenta e mata
Sou o certo, sou o errado, sou o que divide
O que não tem duas partes, na verdade existe
Oferece a outra face, mas não esquece o que lhe fazem
Nos bares, na lama, nos lares, na cama.
Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo
O que sempre esteve vivo
Sou o certo, sou o errado, sou o que divide
O que não tem duas partes, na verdade existe
Mas não esquece o que lhe fazem
Nos bares, na lama, nos lares, na lama
Na lama, na cama, na cama"
Mauro Kwitko
Caminhamos ao encontro do amor e do desejo. Não buscamos lições, nem a amarga filosofia que se exige da grandeza. Além do sol, dos beijos e dos perfumes selvagens, tudo o mais nos parece fútil. Quando a mim, não procuro estar sozinho nesse lugar. Muitas vezes estive aqui com aqueles que amava, e discernia em seus traços o claro sorriso que neles tomava a face do amor. Deixo a outros a ordem e a medida. Domina-me por completo a grande libertinagem da natureza e do mar.
Nunca conseguira arrepender-me verdadeiramente de nada.Assaltaram-me as lembranças de uma vida que já não me pertencia, mas onde encontrara as mais pobres e as mais tenazes das minhas alegrias: cheiros de verão, o bairro que eu amava, um certo céu de entardecer, o riso e os vestidos de Marie.
Respondi que nunca se muda de vida; que, em todo caso, todas se equivaliam, e que a minha, aqui, não me desagradava em absoluto.
— Não, não consigo acreditar. Tenho certeza de que já lhe ocorreu desejar uma outra vida.
Respondi-lhe que naturalmente, mas que isso era tão importante quanto desejar ser rico, nadar muito de pressa ou ter uma boca mais bem feita. Era da mesma ordem. Mas ele me deteve e quis saber como eu imaginava essa outra vida. Então gritei:
— Uma vida na qual me pudesse lembrar desta vida.
Também eu me sinto pronto a reviver tudo. Como se esta grande cólera me tivesse purificado do mal, esvaziado de esperança, diante desta noite carregada de sinais e de estrelas, eu me abria pela primeira vez à tenra indiferença do mundo. Por senti-lo tão parecido comigo, tão fraternal, enfim, senti que fora feliz e que ainda o era.
Nunca conseguira arrepender-me verdadeiramente de nada.Assaltaram-me as lembranças de uma vida que já não me pertencia, mas onde encontrara as mais pobres e as mais tenazes das minhas alegrias: cheiros de verão, o bairro que eu amava, um certo céu de entardecer, o riso e os vestidos de Marie.
Respondi que nunca se muda de vida; que, em todo caso, todas se equivaliam, e que a minha, aqui, não me desagradava em absoluto.
— Não, não consigo acreditar. Tenho certeza de que já lhe ocorreu desejar uma outra vida.
Respondi-lhe que naturalmente, mas que isso era tão importante quanto desejar ser rico, nadar muito de pressa ou ter uma boca mais bem feita. Era da mesma ordem. Mas ele me deteve e quis saber como eu imaginava essa outra vida. Então gritei:
— Uma vida na qual me pudesse lembrar desta vida.
Também eu me sinto pronto a reviver tudo. Como se esta grande cólera me tivesse purificado do mal, esvaziado de esperança, diante desta noite carregada de sinais e de estrelas, eu me abria pela primeira vez à tenra indiferença do mundo. Por senti-lo tão parecido comigo, tão fraternal, enfim, senti que fora feliz e que ainda o era.
Coco Antes de Chanel
Um filme muito bem produzido e de carater biográfico que nos faz apaixonar pela história desta grande estilista. Admirar a bravura de um desejo. Além de sua astúcia, Chanel contou com a ajuda de quem acreditou em seu talento. Pecou em negar de onde viera, pois queria desconhecer suas raízes, mas era uma mulher a frente de seu tempo, tanto que revolucionou a vestimenta feminina. Preservou o conforto acima de tudo. A praticidade.
Teve uma conduta admirável a qualquer mulher que priva pelos sonhos profissionais. Abriu mão de casamento e de ócio. Valorizou o trabalho, orgulhava-se disso. E fez com afinco durante sua vida até o momento de morrer. Tem o reconhecimento merecido.
Afirmou que "A moda não é uma arte, é um negócio", criticava as vestimentas da época "Uma moda totalmente inadequada", preservava o conforto "O luxo tem que ser confortável ou não é luxo" e a simplicidade "Uma mulher precisa de apenas duas coisas na vida: um vestido preto e um homem que a ame". E brilhantemente "O dinheiro nunca significou muito para mim, mas a independência (conseguida com ele), muito".
Infelizmente o filme não retratou fielmente sua história, omitindo sua ligação com a política, pois alguns historiadores acreditam que ela colaborou com o nazismo. Fato deplorável que ascendeu sua carreira.
Ando longe de entender de moda e, sinceramente, ser adepta a modismos, mas a história merece ser reconhecida e admirada por qualquer profissional, não só do mundo fashion.
Coco Chanel representa a feminilidade feminista: a paixão e a independencia vestidas elegantemente, transbordando cheiro e atitude.
Mestres
"Problems can only be solved if you work on them, and if you know that you have a problem and haven’t worked on it since, then you’re wasting time. Overcome your problems through hard work and then you’ll see how things will work out for you". P.H. 2008
Professores são acima de tudo educadores da vida. Eles são as bases.
Ao longo da minha vida tive educadores extraordinários que me ensinaram para a vida. Palavras que ouvi e que fizeram mudanças dentro de um fantástico mundo de Bob em crescimento.
Os tenho como exemplo de sabedoria, sempre.
Aprender é um verbo que deve ser conjugado sempre, em qualquer idioma e em qualquer tempo. Creio que tamanha admiração me fez lecionar por um longo período e me levou a uma licenciatura.
Mas admiro acima de tudo quem possui o dom do conhecer, sempre. Aquele que busca, que lê e produz. Que sabe o que diz e como diz. Professores são os exemplos mais leais em relação ao que penso sobre conhecimento, pois eles aprendem para ensinar. É fantástico!
Tento ser uma boa aluna, mas falho. E isto me corrompe. Então procuro ser aluna da vida, lapidada por experiencias e leituras, mas falho. Sou humana, sou imperfeita. E ai me vem o conhecimento sobre mim e as palavras que trago desde que passei a admirar a inteligencia humana, sobretudo dos professores e penso no quanto o saber é fascinante.
E a única certeza que tenho é: aprender conjuga vida!
"Mal se imagina a importância de um simples gesto do professor na vida do aluno" - Paulo Freire
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